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Sexta-feira, Novembro 10, 2006

"Come what may"

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Everyday I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high no river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather and stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day
Oh come what may, come what may
I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place...
Come what may, come what may
I will love you until my dying day”

E no filme aparece uma frase que não poderia ser a melhor para retratar o que sinto:
"A maior maravilha no mundo é amar e ser-se amado!"

Demorei tempo a acordar do pesadelo mas agora vivo uma realidade mágica :)
e sim, não estou a sonhar, estou simplesmente a viver!

A distância, o silêncio serão longos pois estas belas emoções simplesmente não quero libertar!

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Quinta-feira, Março 23, 2006

Emoções positivas

Depois da tempestade vem a bonança....

Viver sensações, emoções intensas… ficar arrepiada…. Sentir algo tão intenso, inexplicável….

Voltar a reviver, a sorrir… a contemplar tudo e todos….
Pegar em lápis de cor e colorir, colorir…

Andar de cabeça erguida, a sorrir, não conseguir deixar de esboçar o meu sorriso!

O ser humano é tão complexo…. Mas o seu motor é mesmo esse… são as sensações… é o sentir do arrepio… o batimento cardíaco acelarado, mas que assinala excitação… é o não conseguir parar de sorrir!

Enfim, apenas agradeço a todos os que me têm proporcionado essas sensações tão boas, e que me têm levado a ser quem sou,

que me têm enriquecido e levado a crescer, crescer e crescer!!


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Quinta-feira, Março 09, 2006

...

Escrever... será que me dará a resposta que ambiciono? A interpretação para as minhas sensações tão enigmáticas?

Não sei… só sei que choro sem razão aparente… será sem razão?! Ou serei eu a arranjar estratégias inadequadas para arrastar e acabar por explodir, como aconteceu hoje?
Estou saturada… farta… magoada… duvidosa… triste… sem respostas certas, só incertas…

Maldito condicionamento clássico… maldito associacionismo… porque é que tinha de associar o que aconteceu ao meu passado não resolvido?!
Maturidade, falou-se hoje… estou farta de ser madura… estou farta de ser correcta e ter os comportamentos considerados adequados socialmente…
Quero ser assertiva mas custa tanto… mas ao não ser, “rumino” e acabo por sofrer tanto… que ambiguidade de sentimentos… que sentimentos negativos e dolorosos que se apoderaram de mim…

Sinto-me tão perdida… sinto que cada vez mais escavo um buraco fundo fundo… e que a minha vontade é de ficar agachada, enroladinha para passar despercebida, mas para sentir em simultâneo o aconchego do meu corpo…
Tento arranjar forças para subir mas… são fictícias, artificiais… parecem fortes aos que me rodeiam mas não são… não têm eficácia, pelo contrário, fazem-me cair ainda mais…

Como gostaria que fosse um sonho confuso… quem me dera poder ouvir o soar do despertador, e simplesmente abrir os olhos ver tudo mais claro, sem estas sensações de mal-estar, de nó no estômago, de chorar compulsivamente na minha almofada… que companheira que ela tem sido…

Desabafo feio… alívio?! Calma?! Não os encontro…

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Sexta-feira, Novembro 04, 2005

Força Física vs Força Psicológica

Hoje achei por bem escrever outro post… outro que abordará um tema que tenho vindo a reflectir nos últimos tempos…
Será que a nossa força psicológica é maior que a física? Ou será que aguentamos mais que aquilo que julgamos aguentar?

No desporto fui sempre uma pessoa que ía ao limite… por vezes sofri lesões (nada de grave mas agora vou tendo a confirmação de algumas sequelas)… crenças, pensamentos informavam-me “não aguentas mais, desiste!”… eu ignorava e continuava… a minha paixão pelo desporto, por ir mais além falava sempre mais alto!




Sempre me informaram que temos mais força e resistência do que aquilo que julgamos ter…
Mas
Na semana passada tive duas situações que me demonstraram o quanto é essencial ouvirmos o nosso organismo e cuidarmos do mesmo adequadamente…
Fui ao ginásio e decidi fazer um bom treino… comecei com alguns minutos na Elíptica, e em seguida fui para o Step. Eis que ao oitavo minutinho o meu corpo me informa “pára, estás cansada, é melhor parar”… não quis, ignorei esse pensamento e continuei a “subir degraus” com o máximo de velocidade… ao 9º minuto continuei a ouvir aquela voz irritante “pára, estás a ir mais além do que podes”… parei, pois o mal estar era tal que senti que tinha mesmo de parar para recuperar… em simultâneo um dos monitores veio ter comigo e perguntou-me se estava bem… devo admitir que não estava, que o meu equilíbrio era cada vez menor, que a minha visão se tornava turva…
Nunca desmaiei, mas se não fosse o tal monitor, que foi super prestável (levou-me para um local mais fresco e ficou comigo até estar bem), pressinto que aquela seria a minha estreia.

Não sei o que se passou, nunca me tinha acontecido coisa semelhante… não queria ter demonstrado tamanha fraqueza…
É um facto que cometi alguns erros antes de ter ido para o ginásio: poucas horas de sono e não tinha almoçado…

Mas custa ter-me visto fracassar… custa-me chegar à conclusão que já não tenho as mesmas competências que tivera outrora… custa tanto chegar a esta conclusão, é uma mudança difícil de aceitar…


A outra situação foi ter feito uma directa, directa essa que passei a madrugada a levantar peso, a caminhar de um local para outro… custou-me tanto mas tanto a passar o dia: raciocínio mais lento, atenção e concentração diminutas… e o meu vocabulário parecia incansável (desejava verbalizar uma dada palavra e não conseguia)…
Custou-me a aperceber como a falta de horas de sono me afecta tanto, e como não tenho forças para combater contra essa falha… esforcei-me mas os traços extremistas de perfeccionista de que sou detentora apenas me informavam que devia ter feito ainda melhor…

Enfim foi um desabafo, foi uma partilha…
Oiçam os sinais do vosso corpo e satisfaçam-nos adequadamente…

afinal ele é o nosso veículo, que nos permite viajar neste mundo enigmático e misterioso que é a Vida!

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Simplesmente deixar as palavras voarem...

Escrever... que bem que sabe... como é bom soprar, soprar e observar uma pena a navegar ao sabor do vento… e é isso que faço quando pego na minha caneta e deixo simplesmente as palavras voarem ao sabor dos meus pensamentos…




Oiço música, segundo o “Celeiro” é para relaxamento… o meu objectivo ao comprar esse CD foi em primeiro lugar para mim, e em segundo para minha suposta futura profissão de terapeuta/psicóloga… mas o essencial foi para poder desfrutar de 60 minutos… pois eu adoro essa fantástica arte que é a Música… com ela consigo expressar-me com o meu corpo, com as minhas palavras e acima de tudo efectuo as minhas viagens pela minha imaginação… percorro os meus pensamentos… percorro as recordações de acontecimentos desse dia, dessa semana, desse mês… ou então limito-me a saltitar de imagem para imagem que me fazem sentir sensações, emoções… e como as expresso, choro, sorrio…
Neste momento não sei como as expressar… sinto complexidade e confusão… sinto mudança, uma diminuição da intensidade do sentimento negativo e feio que teimava em produzir… quero guarda-lo numa garrafa e atirar esta última para o mar, e ficar a observa-la a tomar um rumo, a ficar cada vez mais distante, mais distante, até desaparecer…



Porque é que será que ultrapassar situações que nos magoaram é tão difícil e doloroso?
Queria fechar os olhos, abri-los e sentir que o que tu fizeste não tem impacto em mim… que não me afecta…
mas afecta e muito!

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Domingo, Setembro 25, 2005

Experiência gratificante

Regresso novamente... sem tema... sem ideias... limito-me a flutuar na minha escrita, a navegar num mar sem direcção…

Sofremos é um facto… erramos muito mas é uma forma de aprendizagem, pois somos levados a mudar algumas percepções, objectivos.

Tenho tido novas experiências, e que fascinantes: estar com crianças!
É engraçado observá-las, vê-las a montar puzzles, e é incrível como a sua inocência as leva a confiar numa pessoa estranha… fico fascinada quando me perguntam se a peça x é a correcta… pode parecer insignificante mas para mim tem muito significado: consideram-me como alguém de confiança e detentora da chave do saber naquele momento.

Fico fascinada quando vejo o sorriso, o brilho nos olhos das mesmas quando interagem com o Yoco...




...e quando recebem uns brindes que eu e o mesmo oferecemos!
Fico fascinada não só por ser um bonito momento, mas também por elas ficarem felizes, por esboçarem um sorriso com tão pouco!
Temos muito para aprender com elas… olho para adultos e fico triste… fico triste por olhar em meu redor e deparar-me unicamente com olhares tristes, com expressões faciais de ira, zanga…

E é uma alegria tão grande rever as “minhas” crianças… os meus alunos! Numa situação inesperada encontrei-as e não consegui esconder a minha emoção… foi muito intensa e não consigo traduzi-la em palavras!
Vou ter muitas saudades vossas… dos belos momentos que me fizeram passar!
Cresci muito com vocês e fizeram-me passar por experiências fantásticas e fabulosas com o vosso sorriso, com as vossas brincadeiras, com as vossas carinhas larocas… com as vossas traquinices… com o “Professora, olha para mim, olha o que eu já sei fazer.”… tanta coisa…
Adoro-vos a todos, cada um de vós tem um lugar muito especial no meu coração!!

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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

Custa-me...

Venho escrever novamente... deixarei a retrospectiva deste ano em “pause”... ou talvez não… talvez a angústia que sinta, a raiva (de mim própria) advenha de alguns dos acontecimentos deste ano… afinal eu sou como sou devido à interacção entre a minha componente biológica e a social/contextual… pelo menos alguns teóricos da Psicologia assim defendem…

Raiva, pois é, emoção tão negativa, tão feia… mas sim, sinto raiva de mim própria, raiva por me deixar vencer por uma certa tristeza que se tem apoderado de mim nos últimos tempos… raiva por não colocar de parte esses acontecimentos… raiva por dar mais atenção e importância a essas situações que desequilibram negativamente a minha balança; e por omitir, esquecer, pintar de uma forma muito clara, os que me fazem subir alegremente e com confiança a minha escada…

Mas sou humana… não consigo… sou fraca, eu sei… tenho feito esforços mas… sinto que me estou a enganar… talvez daí advenha a minha dificuldade em interpretar as emoções, as sensações estranhas que eu tenho estado a sentir nos últimos tempos…

Tem-me custado tirar a minha máscara de criança, os óculos que me permitiam ver uma realidade repleta de belos jardins floridos, e de pequenas belezas da natureza, como abelhas que viajavam e saltitavam de flor em flor… de coelhos que se escondiam atrás das árvores… de céus azulados e preenchidos por fortes raios luminosos… por uma brisa suave do vento que me levava a fechar os olhos e a saborear aquele belo momento…

Tem-me custado crescer… tem-me custado ser enganada… tem-me custado crer que a confiança que depositei foi traída… custa-me acreditar que fui enganada… custa-me acreditar que o ser humano não é tão bonito como eu o imaginava… custa-me acreditar que o Homem, actualmente, coloca a sua natureza individualista por cima da da interpessoal…

Porquê?! Porquê?!

Eu não compreendo… eu quero subir os degraus da minha escada… eu quero acreditar que posso ficar ainda mais enriquecida… mas sozinha?!!
Lamento mas não consigo… preciso daquela mão, daquele empurrão, mas para cima (não para baixo…)…

Estou farta de me enganar, de ter percepções erróneas…

Saturei… custa-me ver o animal racional “preenchido por características” mesquinhas, individualistas, egoístas, enfim…


Custa-me, estar a viajar nos meus pensamentos ao ouvir música quando conduzo, e deparar-me com um cão (lindo), assustado a andar de um lado para o outro…



mas que raiva que eu senti… e tristeza… o que será agora do cãozinho? Morrer atropelado era o que eu previa :( infelizmente não podia parar (malditas estradas que nem fazem bermas decentes), e a minha tristeza aumentou progressivamente… naquele preciso momento só me apetecia parar o carro e levar aquele ser ternurento para um local seguro… não seria o mesmo conforto que o do seu lar mas teria uma vida mais risonha…
Fico alterada quando sei que animais foram abandonados… custa-me muito… mas sobretudo custa-me a forma desumana como esse abandono é efectuado…

Custa-me…

Estou triste e desanimada com o animal Homem…


Vou de férias… vou para outro local paradisíaco,



Cabo Verde... espero que sejam 10 dias de descanso, de reflexões mais bonitas… mas acima de tudo espero vir preenchida positivamente… que estas minhas interpretações, percepções estejam refutadas e bem refutadas…


A todos eu desculpo este desabafo… era algo que estava intrínseco, bem enterrado dentro de mim, mas comecei a regar essas minhas sementes… ou melhor regaram-nas por mim… e precisava de cortar este arvoredo sem folhagem que cresceu num ápice…
Desculpem terem assistido a este triste acontecimento!

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Terça-feira, Agosto 16, 2005

Uma pequena retrospectiva...

Após muitos pedidos regressei para escrever... será eterno?
Vou deixar suspense… porque nem eu sei qual será a resposta…

Já era para ter vindo há algum tempo… sinto falta de abrir este meu cantinho e simplesmente abrir a minha janela, a minha porta e varrer a poeira que tenho vindo a acumular… sufocada não me tenho sentido… mas precisava de uma certa arrumação… de voltar a ter o meu espaço organizado, de ter os meus livros arrumados por tamanhos… dar uma organização, uma coerência… tarefa árdua, complexa… consigo organizar objectos, mas pensamentos, aspectos tão pessoais sinto-me incapaz…

Este post será diferente… não sei se conseguirei concretizar a tarefa a que me proponho… tenho muita “coisinha” cá dentro que quero libertar… quero fazer a retrospectiva deste ano lectivo…

Começo por ter dificuldades em começar… talvez por temáticas…
Faculdade, ora bem… ano interessante, o mais interessante desde que entrei naquela entidade FPCE-UL…
Comecei a ler com prazer… a aplicar, a utilizar o que ía adquirindo no meu dia-a-dia… fiquei uma observadora ainda mais atenta… relações interpessoais beneficiaram por esse meu conhecimento… eu próprio me analisei… analisei pensamentos automáticos, disfuncionais que tinha/tenho… refutei-os?? Tentativas foram efectuadas… se foram eficazes e com resultados satisfatórios… não sei responder…
Professores que conheci e que me servirão de exemplo… relações com professores que cresceram, e que me levaram a acreditar que a população docente pode ser nossa amiga, que coloca os seus alunos em 1º lugar…
Sou filha de um deles (apesar de ele ser de outra ciência) e supostamente deveria defende-los…
Sempre acreditei… ingénua é um facto… que o objectivo primordial dos docentes deveria ser em formar adequadamente os discentes… ajuda-los nas suas dificuldades, que são úteis para a sua aprendizagem… afinal é a errar que aprendemos :)
Infelizmente, não foi essa a experiência que tive…
não generalizo.. tal como referi há professores que neste momento servem-me de exemplo quer como pessoas, como docentes, como profissionais, como pais…
Infelizmente outros só pensam no seu umbigo, no desenvolvimento da sua carreira académica mesmo que isso implique prejudicar os alunos, os futuros profissionais do nosso país… enfim… será um tema para outro post…
Este ano também foi gratificante pelas relações… pelas amizades que tenho vindo a formar, e que me têm surpreendido… pela beleza, pela magia que despertam em mim, pela força que me têm dado, pelo carinho, por tudo… pela partilha de experiências, medos, receios, inquietudes, alegrias, triunfos…
Também por pessoas que estiveram sempre presentes no meu dia-a-dia, em que a troca de palavras era pouca, mas a simpatia triunfava… em que troca de olhares meigos despertava em mim um certo interesse em ir mais além do que essa bela troca de olhares e sorrisos… neste momento tal acontece, e mais preenchida me tenho sentido… é bom sentir carinho do outro lado… sentir compreensão… sentir que uma bela amizade poderá vir a ser desenvolvida :)

Crianças...

nunca pensei que fosse tão fantástico, maravilhoso, mágico, trabalhar com elas… foi uma experiência que me enriqueceu, que me preencheu… que me levou a conhecer-me um pouco mais, a verificar como reajo a dadas situações… mas acima de tudo dei comigo a desenvolver um carinho enorme pelas minhas “pestinhas amorosas”, por aqueles olhinhos lindos, por aqueles sorrisos malandros… até pelas próprias traquinices… pelos abraços e beijinhos que recebi…
É indescritível observar uma criança de 3 anos, com um sorriso enorme e de braços abertos para nos dar um grande abraço… gosto tanto de vocês, meus queridos alunos… sinto saudades de vos ver… de ficar maravilhada ao ver-vos evoluir, a melhorar a vossa técnica… ou simplesmente a desfrutarem e sentirem prazer de estar no meio aquático!

Foi bom recordar a infância, a inocência, a beleza da natureza humana! :)

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